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Sexta-Feira
Acordei pelas 8H00, fiz ovos mexidos com natas para o café da manhã, e meia hora depois toda a gente estava pronta para o trabalho. Fui com o Ricardo (CT3KN) ao terreno onde estava a torre da antena que no ultimo inverno tinha caido, e que ainda continuava lá no chão toda torcida. Ainda não sabiamos o estado dela porque tinha entretanto crescido uma data de canas que impediam o acesso. Foi preciso desbravar a mata para tentar libertar a antena. Uma hora depois verificamos que bastava endireitar alguns elementos torcidos e tinhamos antena para o concurso.
Entretanto o vento subia de tom, o que era um mau agoiro para a montagem, mas munido do cinto de segurança, o CT3KN escalou a torre para montar o rotor, e meia hora depois tinhamos o rotor montado.
Paramos para uma cerveja e no QTH verificamos que possivelmente não iriamos ter internet. O USB da Internet não conseguia se ligar à rede. Como conheço o poder de persuasão da XYL pedi-lhe que ligasse para a TMN e tentasse resolver o problema. Grande mulher, pois em meia hora colocou o suporte tecnico da TMN em alvoroço. Depois chamei o Francisco que, com o resmungo habitual, vei-nos ajudar com a antena.
Com o CT3KN no topo da torre, o Francisco e eu tinhamos de colocar a log-periodica de 11 elementos na vertical junto da torre para depois ser elevada e passar as espias. A antena pesava 25 Kg e foi com espanto que vimos depois o Ricardo elevar à força de pulso a antena até ao topo da torre. Entretanto o vento aumentava.
O pior estava ainda para vir, pois estava muito complicado conseguir enfiar o boom no tubo do rotor e após várias peripécias falhadas e com um esforço sobre humano lá o Ricardo conseguiu prender a antena.
Era já hora de almoço e a barriga e o cansaço já mostravam inicios de reivindicação.
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