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Os problemas
No mercado existem milhares de marcas de interfaces USB/RS232 que, em vez de resolver um problema, criam outros difíceis de resolver. Quando se liga um novo periférico USB ao computador é necessária a instalação de um pequeno software (driver) fornecido pelo fabricante. O driver do interface reserva logo um nº de porta livre, não deixando muitas alternativas ao utilizador. Mais complicado se torna a situação quando se quer partilhar com outros interfaces USB como, o MP3 Players, Pen Disks etc. que obriga-nos a reinstalar o software inúmeras vezes resultando sempre noutros numeros de portas.
O facto de o nº das COMs ser 5, 8 ou 10 não seria um problema se a maioria do software de radio permitisse a configuração de portas acima da COM4. Quem utiliza o writelog já verificou que é necessário alterar manualmente o ficheiro de inicialização (writelog.ini) para conseguir que este reconheça portas acima da porta 4; quem utiliza outro software menos configurável fica logo sem quaisquer hipóteses de pô-lo a funcionar com o radio.
Os que percebem de informática podem arriscar a mudar o nº da porta de comunicações, os endereços e os IRQs do USB, no Painel de Controle do Windows. Mesmo que resulte, esta alteração não resolve tudo, pois a curto prazo o numero da porta pode voltar a mudar, sempre que se liga, ou se desliga, um outro interface USB.
Com a intenção de resolver estes problemas fui adquirindo alguns conversores de diferentes fabricantes sempre com a promessa dos vendedores de que eram melhores que os anteriores. Ao longo de dois anos coleccionei quatro interfaces. Este facto permitiu-me fazer alguns testes e chegar rapidamente à conclusão que três dos quatro modelos associavam logo ao interface um nº de porta acima da COM5. E apenas depois de diversas instalações e desinstalações resultou finalmente um portátil com 3 portas serie COM5, 6 e 7.
Depois da instalação dos três interfaces surgiu um novo erro causado pelo excesso de corrente nos conversores. Como se sabe as portas USB estão limitadas a uma determinada corrente que, caso seja excedida, desliga automaticamente o interface. No teste, verificamos não ser possível colocar a funcionar, em simultâneo, os três interfaces (claro que sempre se podia resolver utilizando um HUB USB alimentado a 5V externos).
Além destes problemas nos conversores série verifiquei que o conversor USB para paralelo (LPT) ainda é mais problemático. O que testei, de forma alguma, permitia mudar o estado dos pinos da porta para controlar o PTT , FSK, CW, Antenas etc., conforme requerido pelos softwares. Para este interface ainda não encontrei uma solução - sequer satisfatória - e por isso não o recomendo a ninguém.
Todos estes problemas podem desanimar qualquer um, mas felizmente nem tudo é mau no mundo dos conversores USB /RS232 pois, dos quatro interfaces testados, um ultrapassou todos os testes possíveis.
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