|
Nos tempos actuais o cenário é outro. O
Serviço Regional de Proteção Civil
está integrado num avançado sistema de comunicações
denominado SICOSEDMA - Sistema Integrado de Comunicações
de Segurança, Emergência e Defesa da Madeira.
Este sistema é bastante sofisticado e utiliza meios
redundantes de comunicação o que aumenta a
fiabilidade e é natural que, com este novo cenário,
os radioamadores sejam colocados no fim duma lista de procedimentos
de emergência, pois apenas em caso de colapso global
do sistema é que será necessário recorrer
aos radioamadores.
Mas então somos importantes ou não?
Nem por isso, vejamos então o exemplo tão
badalado dos incêndios de Verão:
na Região Autónoma da Madeira as Redes GSM
cobrem 90% do território e nessa ordem de ideias
qualquer pessoa é um potêncial ponto de alerta,
pois não é preciso ser radioamador para ligar
para o 112. Quantos telemóveis existem activos na
Região? Vinte mil?Quarenta mil? Quantos radios? Vinte?
trinta? É preciso dizer mais?
Meus senhores,é preciso ser realista, e infelizmente,
a evolução tecnologica esvaziou a importância
dos Radioamadores no contexto dos serviços de emergência
e não vale a pena criarmos falsas expectativas sobre
a nossa importância pois o mais importante de tudo,
é que se formos precisos lá estaremos.
Felizmente nem tudo é mau para os Radioamadores,
pois continuamos a ser muito importantes em Países
grandes e de características terceiro mundistas onde,nomeadamente,
as distancias e o fraco desenvolvimento do Estado criam
essa necessidade.
Bons DXs.
(1) O signatário pretende com este artigo apenas
a sua expressar a sua opinião de acordo com as mais
elementares regras democráticas e não tem
como objectivo atingir pessoas ou Instituições.
|